quinta-feira, abril 19, 2012

Já mexemos com os nervos da equipa do Zideco!

Certo dia desta semana, um individuo dizia que em caso de derrota o título deste post deveria ser: "Equipa de Seguros joga como nunca mas Perde como sempre." O certo é que poderia ser este o título deste artigo. Uma maior organização ainda não se traduziu numa vitória, mas já mexeu e muito com os nervos da equipa do auto-intitulado Zideco (uma espécie de craque híbrido, algures entre a comunhão perfeita de um Zidane, com um Deco!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!), que perdeu muitas vezes o controlo emocional durante a partida, protestando, corrigindo e resmungando com as exibições, segundo ele, demasiado cinzentas dos seus companheiros de contenda. 

Falando objectivamente do jogo, como comecei no banco pude assistir a um início prometedor da nossa equipa, muito certa nas marcações, raramente permitiu espaços ao adversário, sendo que ao longe já me apercebia do nervosismo que se instalava em Valdemar, perante tal incapacidade ofensiva. Pacheco nos poucos lances onde foi possível ao adversário visar a baliza, respondeu com brilhantismo e foi pois com naturalidade que o primeiro golo da partida tenha surgido para a nossa equipa. 

Imediatamente após esse mesmo golo, foi a minha vez de dar o contributo à equipa, que ontem jogava como sendo isso mesmo, uma equipa e foi essa coesão que causou não só estranheza, como também algum espanto nos adversários, habituados a navegar por mares muito menos vigiados. A experiência e qualidade defensiva de Pedro Baquetas ia fazendo a diferença e as incursões de R. Sousa ia gerando situações de perigo a nosso favor. Foi numa dessas incursões que infelizmente, e uma vez mais, perdemos um dos nossos melhores jogadores, traído pelo malogrado ombro, ficando a equipa uma vez mais órfã de um dos seus pilares, mas ao mesmo tempo ainda mais solidária e unida perante tal infortúnio. 

Foi com esse sentimento que a partida foi reatada, estávamos em vantagem e queríamos esta vitória como nunca, aguentamos bastante tempo assim, com o adversário ainda bloqueado e o resultado também, estava portanto tudo a caminhar para uma noite vitoriosa, a primeira de muitas certamente, mas o como já vem sendo habitual, uma perda de concentração da nossa parte permitiu não um, não dois, nem sequer três, mas sim quatro golos do adversário num período demasiado curto para que tal situação fosse desculpável. Foi nesse instante que perdemos a partida, ali, naquelas fracções de segundo em que a nossa mente traiu o nosso corpo e a nossa alma, foi ali que perdemos um jogo que queríamos e poderíamos ganhar, isto porque nunca baixamos os braços e após todas estas contrariedades ainda reagimos e bem, ainda conseguimos gerar o fantasma de uma reviravolta épica, e perguntem ao Valdemar se ele não temeu e muito a nossa equipa. Mas a entrega do Sérgio, do Pacheco e minha, a classe de um Baquetas inspirado e as boas ocasiões do Bessa esbarraram num guarda-redes inspirado, que acabou por ser o melhor, de uma equipa que já contou com um  Valdemar em melhor plano, mas ainda longe quer da alcunha, quer do palavreado que auto-emprega para se definir.

Notas Finais: Pacheco e Valdemar, um duelo a reter. Mais uma vez levado ao limite da virilidade com Valdemar a queixar por duas ocasiões de faltas cometidas pelo primeiro. Desta vez estamos em condições de afirmar que possivelmente ocorreram realmente.

Boletim Clínico:
R. Sousa - III Luxação no ombro esquerdo. A aguardar cirurgia. Tempo de recuperação: A definir pelo SNS.
P. Baquetas - Ruptura Muscular. Tempo de recuperação: A definir.


Agora esta parte é para aqueles indivíduos que ontem regressavam a casa....
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